Como é que 17% da nossa população de adolescentes está acima do peso?

Temos um problema. Estamos permitindo que nossas crianças caminhem para uma doença crônica por causa da alimentação: a obesidade.

É um problema que criamos, e agora precisamos corrigi-lo com nutrição e exercício. Não podemos e não devemos usar a cirurgia para criar um novo problema enquanto tentamos resolver um problema existente.

Dados muito limitados sugerem que as crianças podem se beneficiar da cirurgia bariátrica – mas qual o risco? Essa é a questão: Qual é o custo para esta perda de peso?

As cirurgias criam um estado de má absorção, de modo que as deficiências nutricionais não são incomuns. Na verdade, deficiência de ferro, deficiência de vitamina D e deficiência de tiamina são comuns, e é essencial que os pacientes tomem multivitaminas após a cirurgia para evitar deficiências, como anemia.

Após a cirurgia bariátrica, os pacientes podem sentir dor abdominal, fraqueza e vômito. Eles também podem experimentar a “síndrome de dumping”: O alimento se move muito rapidamente através do trato gastrointestinal e os pacientes experimentam náuseas, cólicas e diarréia.

Para alguns tipos de cirurgia, estes efeitos secundários não são reversíveis.

A cirurgia também apresenta riscos psicológicos para as crianças. Eles podem experimentar sofrimento emocional enquanto se ajustam a perda de peso. Efeitos colaterais como cólicas crônicas e diarréia também afetam o bem-estar emocional da criança.

A cirurgia bariátrica não recebe apoio generalizado da comunidade pediátrica.

É insano remover irreversivelmente um órgão vital e criar um estado de desnutrição para o resto da vida de uma criança.

A obesidade não é genética. Não há nenhuma razão genética para milhões de pessoas estarem obesas e sofrerem com diabetes tipo 2 e hiperlipidemia. Não é apenas uma questão de auto-controle também. É uma falha para entender que uma nutrição adequada e atividades físicas são essenciais para uma vida saudável.

Confira o artigo do Dr. Shakha Gillin na íntegra no Journal Crossfit: https://journal.crossfit.com/article/bariatric-gillin-2